COLUNISTA |
A BOCA FALA O QUE O CORAÇÃO ESTÁ CHEIO |
O mundo precisa de vozes que transmitam esperança, de bocas que falem de amor, de paz e de justiça |
As palavras que saem da nossa boca são como espelhos que revelam o que transborda em nosso interior. Quando o coração está carregado de luz, amor e gratidão, a fala se torna doce, cheia de esperança, capaz de consolar e levantar quem está caído. Mas quando o coração está cheio de mágoa, rancor ou tristeza, as palavras também refletem essa dor, ferindo e espalhando sombras ao redor.
Por isso, mais do que vigiar a língua, é preciso cuidar do coração. Não adianta tentar mascarar sentimentos se, dentro de nós, existe um peso que ainda não foi curado. O que guardamos no íntimo cedo ou tarde se transforma em palavras — e estas têm um poder imenso: podem construir ou destruir, acalmar ou provocar tempestades.
Cada gesto de amor, cada pensamento de bondade, cada oração silenciosa são sementes plantadas no coração. E quando o coração floresce, a boca naturalmente se enche de palavras que trazem vida, paz e esperança. Da mesma forma, quando cultivamos ressentimentos e medos, a fala se torna dura, amarga e fria.
É um convite à reflexão: o que temos permitido que encha nosso coração? Se ele estiver cheio de fé, esperança e amor, nossas palavras serão fonte de vida e bênção. Mas se estiver cheio de rancor, nossa fala se tornará um peso para nós e para os outros.
Que possamos escolher todos os dias encher nosso coração do que é bom e verdadeiro, para que nossa boca fale aquilo que edifica, consola e inspira. Pois a boca apenas expressa aquilo que o coração transborda e quando ele está cheio de amor, a vida ao redor também floresce.
O ser humano é um reflexo do que guarda dentro de si. Nossas palavras, muitas vezes, revelam muito mais do que imaginamos. O mundo precisa de vozes que transmitam esperança, de bocas que falem de amor, de paz e de justiça. Afinal, a boca é apenas o eco do coração e só quando transformamos o que sentimos é que podemos realmente transformar também o que falamos.
Até a próxima.
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |