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GERAL |
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Brasil pode mudar o “gosto” do chocolate: Câmara aprova regras mais rígidas e mira produtos “falsos” |
| Projeto redefine o que pode ser chamado de chocolate no país, exige mais cacau nas fórmulas e promete embalagens mais transparentes para o consumidor |
A Câmara dos Deputados do Brasil aprovou, no dia 17 de março de 2026, o Projeto de Lei 1769/2019, que promete transformar o mercado de chocolates no país ao estabelecer critérios mais rigorosos para a produção e rotulagem dos produtos.
A proposta redefine oficialmente o que pode ser chamado de chocolate no Brasil, exigindo percentuais mínimos de cacau e limitando o uso de gorduras vegetais. A medida também proíbe termos considerados enganosos, como “sabor chocolate”, para produtos que não atendam às novas regras.
O que muda na prática
Entre as principais mudanças, o texto estabelece:
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Chocolate ao leite: mínimo de 25% de sólidos de cacau
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Chocolate amargo ou meio amargo: mínimo de 35% de cacau
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Limite de gorduras vegetais: máximo de 5%, além da manteiga de cacau
Além disso, o projeto cria a categoria “chocolate doce”, com exigências próprias de composição, ampliando a classificação dos produtos no mercado.
Rotulagem mais clara
Outro ponto de destaque é a obrigatoriedade de informar o percentual de cacau na parte frontal da embalagem, de forma visível e padronizada. A medida busca facilitar a escolha do consumidor e evitar confusão na hora da compra.
A proposta também mira produtos com baixo teor de cacau que hoje são comercializados como chocolate, reforçando a transparência e combatendo práticas consideradas enganosas.
Próximos passos
Como o texto sofreu alterações, ele retorna agora ao Senado para nova análise. Após a aprovação final e publicação, a indústria terá até 360 dias para se adaptar às novas exigências.
Impacto no setor
A expectativa é que a medida fortaleça a cadeia produtiva do cacau, especialmente em estados como a Bahia, além de elevar o padrão de qualidade dos produtos disponíveis no mercado.
Para o consumidor, a mudança pode significar mais qualidade, transparência e confiança — e, possivelmente, um novo padrão de sabor para o chocolate no país.
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