SAÚDE
Estrela conquista centro de atendimento a pacientes com autismo
   
Serviço estadual funcionará junto à Apae, terá capacidade para atender 150 usuários e realizar 1.200 atendimentos por mês atendimentos devem iniciar em até 60 dias

Por Rodrigo Nascimento
06/08/2026 14h47

A implantação de um Centro de Atendimento em Saúde (CAS) do Programa TEAcolhe marca um novo patamar na assistência aos pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Estrela e na região. O serviço será instalado junto à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), responsável pela execução e pela administração dos recursos repassados pelo governo do Estado, em parceria com o Município. Com previsão de início das atividades em até 60 dias, o CAS terá capacidade para acompanhar 150 usuários e realizar, no mínimo, 1.200 atendimentos mensais, ampliando o acesso ao cuidado especializado e oferecendo suporte também às famílias e aos cuidadores.
A conquista é resultado de uma articulação conduzida desde o início da atual gestão municipal. Conforme o secretário municipal da Saúde, Silas Alves, o Município trabalhou junto ao Estado e à Apae para viabilizar a estrutura e aproximar o atendimento das famílias. Atualmente, o CAS localizado em Bom Retiro do Sul é referência para os municípios da 30ª Região de Saúde, cenário que concentra uma fila estimada em cerca de 200 crianças, segundo o secretário. “Desde o início da gestão, eu e a prefeita Carine trabalhamos para trazer um CAS TEAcolhe para o nosso município. É um serviço do Estado, que será executado pela Apae, uma importante parceira do Município. Em até 60 dias, o atendimento deve começar, com capacidade para receber 150 usuários por mês. É uma ampliação muito significativa para enfrentar uma demanda que cresce em toda a região”, destaca Silas.
A secretária estadual da Saúde, Lisiane Wasem Fagundes, ressalta que a instalação do novo centro representa a ampliação concreta da oferta de serviços especializados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Titular da pasta desde abril de 2026, Lisiane destaca a participação das instituições locais na consolidação da iniciativa. “A formalização representa mais um CAS TEAcolhe, o que significa mais de 1.200 atendimentos a mais, por mês. É a saúde chegando à população. Agradecemos muito à Apae de Estrela, ao Poder Executivo, à prefeita Carine, ao secretário Silas e a todos que acreditam nos programas do Estado, que levam mais serviços para o cidadão”, afirma.
Para a prefeita Carine Schwingel, a implantação do serviço materializa uma decisão de governo voltada ao cuidado, à inclusão e à qualidade de vida. “Esta conquista representa acolhimento, respeito e mais segurança para as famílias que enfrentam diariamente os desafios relacionados ao acesso ao atendimento especializado. O CAS aproxima os serviços das pessoas, reduz a necessidade de deslocamentos e cria melhores condições para que crianças, jovens e adultos com TEA recebam acompanhamento contínuo. É uma entrega que transforma rotinas, fortalece famílias e amplia perspectivas”, salienta Carine.
Além de aumentar a capacidade regional de atendimento, o CAS permitirá organizar trajetórias terapêuticas individualizadas, reunir diferentes especialidades e integrar o trabalho desenvolvido pelas áreas de saúde, educação e assistência social. A estrutura funcionará como um serviço regionalizado, gratuito e regulado pelo SUS, atendendo pessoas com diagnóstico ou suspeita de TEA e oferecendo orientação aos familiares e cuidadores. Para o Município, a implantação consolida Estrela como referência na construção de políticas públicas inclusivas e representa um avanço capaz de produzir efeitos diretos no desenvolvimento, na autonomia e na qualidade de vida dos usuários e de suas famílias.

Saiba mais

O TEAcolhe é uma política pública do governo do Rio Grande do Sul criada para implementar a Política Estadual de Atendimento Integrado à Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O programa busca garantir atendimento às necessidades específicas das pessoas com TEA, promover a inclusão social e oferecer apoio às famílias. Sua metodologia articula saúde, educação e assistência social e considera os diferentes contextos da vida de cada usuário.
Dentro desta política pública, o Centro de Atendimento em Saúde (CAS) é o braço assistencial especializado do programa. O serviço realiza avaliação e acompanhamento de pessoas com diagnóstico confirmado ou suspeita de TEA, em qualquer etapa da vida, por meio de uma equipe multiprofissional com formação específica em autismo. O atendimento inclui também o acolhimento e a orientação de familiares e cuidadores.

   

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