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Além das estruturas: ACIL e OAB Lajeado debatem a governança e o papel do diálogo na longevidade das empresas em Reunião-Almoço |
| Auditório debateu a governança e a cultura de diálogo nas empresas |
A Associação Comercial e Industrial de Lajeado (ACIL), em parceria com a Subseção da OAB de Lajeado, promoveu nesta terça-feira (27) mais uma edição de sua tradicional Reunião-Almoço (RA). Com o auditório lotado por empresários, advogados e lideranças locais, o evento abordou o tema “Além das estruturas: a governança que nasce das conversas”. A reflexão e os ensinamentos foram conduzidos pela mediadora de conflitos, facilitadora de diálogos e professora convidada da PUC-RS, Valéria Santoro, e pelo conselheiro de administração e consultor em governança e empresas familiares, Daniel Santoro.
Abertura institucional, conversas necessárias e o compromisso regional
Na abertura oficial, o presidente da ACIL, Eduardo Brancher Gravina, destacou a parceria com a OAB Lajeado e fez um alerta sobre a importância de enfrentar diálogos adiados dentro das organizações. Gravina ponderou que expectativas não alinhadas entre sócios, indefinições de papéis ou atrasos em processos de sucessão acabam se transformando em conflitos sérios, comprometendo decisões e a própria continuidade dos negócios.
“Quando ouvimos a palavra governança, muitas vezes pensamos apenas em conselhos, organogramas e documentos. Tudo isso tem seu papel, mas precisamos de disposição para ouvir opiniões diferentes, esclarecer expectativas e enfrentar assuntos desconfortáveis. Cuidar dessas relações é cuidar do futuro dos nossos negócios”, ressaltou Gravina.
O presidente da ACIL também abordou o cenário pós-eleitoral, garantindo que a entidade manterá sua postura firme e independente de cobrança por infraestrutura, segurança jurídica, eficiência pública e ambiente favorável ao empreendedorismo. Gravina encerrou convidando todos a prestigiarem a Expovale Construmóbil, que inicia no dia 12 de novembro no Parque do Imigrante.
Em sua saudação, o presidente da OAB Lajeado, Ronaldo Eckhardt, enfatizou o papel da advocacia corporativa na prevenção de disputas. Eckhardt lembrou que a maioria dos conflitos societários não surge da falta de regras escritas, mas daquilo que não foi conversado. “A governança não se resume a procedimentos formais; ela se constrói na capacidade de dialogar, enfrentar divergências com maturidade e alinhar expectativas entre gerações”, apontou.
Hardware vs. Software da Governança: quem decide e como decide
Durante a palestra principal, Daniel Santoro trouxe uma analogia para diferenciar a estrutura técnica da governança das interações humanas reais. Ele explicou que elementos formais, como estatutos, regimentos internos, conselhos e acordos de sócios, representam o hardware da organização. Contudo, no momento em que as reuniões iniciam, o que opera na prática é o software: pessoas com histórias, interesses, expectativas e vieses individuais.
Daniel explicou que a essência da governança reside na qualidade do julgamento e da deliberação colegiada, em especial na solução de dilemas em que não há resposta simples de certo ou errado (como decidir entre redistribuir lucros ou reinvestir). “No Brasil, 90% das empresas são familiares. A governança precisa definir com clareza quem decide e como se decide quando partes igualmente legítimas possuem visões diferentes sobre o futuro do negócio”, frisou.
Escuta qualificada, divergência construtiva e segurança psicológica
Aprofundando a dimensão relacional, Valéria Santoro enfatizou que a governança ganha vida no diálogo e que escutar não significa necessariamente concordar. Ela defendeu o exercício da escuta qualificada, o interesse genuíno em compreender o ponto de vista do outro antes de responder ou tentar rebater o argumento.
Valéria desmistificou o receio do conflito, pontuando que a divergência não é uma falha, mas uma oportunidade de enriquecer as decisões. “A concordância cega nos traz conforto psicológico, mas prejudica a análise crítica e pode ocultar riscos. Precisamos aprender a separar a pessoa do problema, discordando das ideias sem atacar o indivíduo ou o seu caráter”, ensinou.
Os palestrantes ressaltaram a urgência de cultivar a segurança psicológica nos conselhos e equipes. Trata-se da certeza compartilhada de que os integrantes podem fazer perguntas, manifestar discordâncias, pedir ajuda ou apontar falhas sem receio de retaliação, julgamento ou humilhação. “O mundo está complexo demais para depender de uma única liderança; não podemos abrir mão de nenhuma massa cinzenta instalada nos nossos fóruns”, reforçou Daniel.
Força que faz acontecer
As Reuniões-almoço de 2026 da ACIL contam com o patrocínio de Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), CBM Materiais Elétricos, Excellence Garçons, Ferramentas do Vale Locação de Equipamentos, Florestal Alimentos, Fruki Bebidas, Grupo RBS, Imojel Construtora e Incorporadora, Kappel Imóveis, Oli Center Informática, Rhodoss Implementos Rodoviários, Tecnosom Produções e Eventos, Unimed VTRP e Zallon Hotel Executivo.
A ACIL conta ainda com o apoio de seus Patrocinadores de Gestão, Sicredi Integração RS/MG e Colégio Sinodal Gustavo Adolfo, parceiros que fortalecem as ações e iniciativas da entidade ao longo de 2026.
Seja Protagonista: associe-se à ACIL e apoie o associativismo
Além de promover espaços de conhecimento, conexões estratégicas e debates de alto nível como a Reunião-Almoço, a ACIL atua de forma permanente na representação e defesa dos interesses do setor produtivo, fortalecendo coletivamente o ambiente de negócios de Lajeado e do Vale do Taquari.
Para o presidente Eduardo Brancher Gravina, os desafios de infraestrutura, tributação, burocracia e ambiente regulatório ultrapassam os limites de cada empresa e exigem atuação conjunta.
“Individualmente, a contribuição mensal de uma empresa para a ACIL representa muito pouco diante de toda a estrutura de custos de um negócio. Mas quando centenas de empresas contribuem, o resultado se transforma em representatividade, conhecimento, grandes eventos e projetos de atuação regional”, destacou.
Associar-se à ACIL é fazer parte dessa construção coletiva, ampliando conexões, participando de núcleos setoriais e fóruns empresariais, acessando conhecimentos práticos e garantindo uma voz forte na defesa de quem empreende.
Seja protagonista do desenvolvimento da nossa região. Associe-se à ACIL e apoie o associativismo!
Mais informações sobre como fazer parte da entidade estão disponíveis no site da ACIL (acilajeado.org.br) ou pelo telefone (51) 3011-6900.
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