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GASTRONOMIA |
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E não é que existe a árvore do SAGU (saguzeiro ou Cycas revoluta) |
| A tradicional sobremesa originária da Serra Gaúcha, que já ganhou apreciadores de norte a sul, teve origem na produção das bolinhas (pérolas) de sagu, na culinária do Sudeste Asiático |
O sagu é uma sobremesa originária da Serra Gaúcha, no estado do Rio Grande do Sul, Brasil, sendo bastante popular em toda a região Sul do país. Ela é feita com bolinhas de fécula de mandioca cozidas, sendo muito comum o uso do vinho tinto. Também pode ser usado leite ou diferentes sucos no cozimento. Simples no preparo e barato, o sagu é comum em restaurantes na região, geralmente acompanhado por um suave creme de baunilha.
Mas você sabia que...

...Sagu (do malaio sago ou sagu) refere-se originalmente ao amido extraído das palmeiras de sagu (saguzeiros ou Cycas revoluta), que tem sido usado na produção das bolinhas (pérolas) de sagu, na culinária do Sudeste Asiático.
Embora atualmente seja um alimento popular no Brasil e em países africanos e asiáticos, o sagu tem a sua origem remetendo ao Rio Grande do Sul, quando indígenas o descobriram no início do século XIX.

Na verdade, pelo fato de ser derivado da mandioca, ele inicialmente não foi adotado como sobremesa como é nos dias atuais. À época, o povo local apenas cortava e cozinhava o ingrediente para consumo salgado. Porém, com a colonização de terras brasileiras pelos portugueses, alguns hábitos culinários típicos do país foram introduzidos nos costumes brasileiros.
Dessa forma, a apreciação pelo vinho do Porto, que é um vinho fortificado de caráter doce, não demorou muito para acontecer. Após ser utilizado em uma combinação incomum, mas surpreendentemente compatível com o sagu, ele gerou uma receita de verdadeiro sucesso.
O processo de transformação da mandioca em bolinhas foi obra desenvolvida pelos descendentes de alemães da empresa Lorenz, ou seja, pelos irmãos Lorenz, no início do século XX. Segundo o histórico dessa empresa, “fundaram a primeira indústria de fécula de mandioca da América Latina”. A empresa sediada em Indaial/SC objetivava atender a falta de produto similar (fécula de batata) oriunda da Europa, diante das dificuldades impostas pela 1ª Guerra Mundial. Mais tarde, a empresa Cassava, com matriz em Rio do Sul/SC, também começou a comercializar o sagu, provavelmente na década de 1950.
Na cidade de Caxias do Sul, a centenária empresa Produtos Alimentícios Corsetti (1877) foi a responsável pela introdução do produto na região de Caxias do Sul. Primeiro com uma parceira nas décadas de 1940 e 1950 com a Lorenz , e mais tarde, a partir de 1960 com a Cassava. Dessa forma o produto foi introduzido na região, a partir daí tomou forma e gosto, entrando para o receituário com as características que agradam ao paladar dos serranos
Apesar dessa sobremesa não existir na Itália, os imigrantes italianos se identificaram muito com o sabor do vinho doce, enriquecido com especiarias onde flutuam delicadas bolinhas translúcidas de mandioca.
Por ser puramente amido, o sagu é bastante calórico, sendo um carboidrato complexo, ótima fonte de energia. Também possui bastante fibra alimentar ajudando na digestão. Possui ferro e cálcio e também proteínas em menor quantidade.
Fonte:
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