COLUNISTA
Não seja você o gargalo
   
Pequenas atitudes mudam realidades: não segurar o que é dos outros, entregar o que está sob a sua responsabilidade, manter o fluxo

Por Raquele Simon
13/08/2025 16h17

Quem me conhece sabe que iniciei minha vida profissional na indústria, numa fábrica de calçados. Trabalhei na produção, na esteira, e ali aprendi algo que carrego até hoje: o próximo a pegar o par de calçados para executar sua operação era meu cliente. Eu precisava entregar a minha parte bem feita, para que ele pudesse fazer a dele com qualidade.
Ainda na adolescência, aos 16 anos, fui para um setor chamado planejamento de produção, onde fazíamos a cronoanálise das operações na linha para identificar os “gargalos”,  aqueles pontos que atrasavam todo o fluxo,  e resolvê-los. Nosso objetivo era claro: eliminar o que travava para batermos a meta.
Gente, hoje penso que esse aprendizado deveria estar em todos os ambientes de trabalho. Imagine se cada pessoa assumisse para si a cultura de dizer: “Eu não serei o gargalo”.
Chegou na tua mesa a tarefa? Faça o quanto antes e da melhor forma. Não trave a operação em você. É tão triste ver quando alguém segura informações ou processos para “valorizar o próprio passe”, centralizando tudo e prejudicando o ritmo da equipe.
O mundo está acelerado e, para acompanharmos, precisamos nos mover no mesmo compasso. Pequenas atitudes mudam realidades: não segurar o que é dos outros, entregar o que está sob a sua responsabilidade, manter o fluxo. Isso não só melhora o resultado da empresa, mas deixa um sentimento de satisfação no final do dia, para quem faz,  e uma harmonia muito maior no trabalho.
No fundo, é simples: a roda gira mais rápido quando ninguém se coloca como obstáculo. Então, repito: não seja você o gargalo.
Até a próxima!

   

  

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