CURIOSIDADES
O código de um gênio: ciência pode ter encontrado vestígios do DNA de Leonardo da Vinci
   
Fragmentos genéticos extraídos de desenhos e cartas históricas reacendem o fascínio pelo mestre do Renascimento e abrem uma nova era na investigação da arte, unindo biologia, história e mistério.

Por Redação Vale Mais RS
13/01/2026 14h43

A ideia de identificar o DNA de Leonardo da Vinci — um dos maiores gênios da humanidade — deixou de ser apenas especulação e começa a ganhar respaldo científico. Pesquisadores do Leonardo da Vinci DNA Project anunciaram a detecção de possíveis vestígios genéticos associados ao artista italiano, extraídos de obras e documentos históricos ligados à sua família. A descoberta promete transformar não apenas o estudo de sua vida, mas também a forma como a ciência pode contribuir para a autenticação e conservação de obras de arte.

Quando a genética encontra o Renascimento

Os resultados preliminares foram apresentados em um artigo publicado no servidor científico BioRxiv. A equipe analisou um desenho em giz vermelho atribuído a Leonardo e cartas trocadas entre parentes masculinos da família da Vinci, buscando fragmentos de material genético preservados ao longo dos séculos.

Segundo os pesquisadores, ambos os materiais revelaram sequências compatíveis do cromossomo Y humano, marcador genético que se mantém relativamente estável ao longo das gerações paternas. De acordo com o microbiologista Norberto Gonzalez-Juarbe, da Universidade de Maryland, os fragmentos pertencem à linhagem E1b1b, associada à Toscana, região natal de Leonardo. Embora os resultados ainda precisem de validação adicional, os dados reforçam uma conexão biológica plausível com a família do artista, dando novo fôlego à hipótese da identificação genética.

O que o DNA pode revelar sobre Leonardo

A análise também mostrou que cerca de 99% do material genético encontrado no papel não era humano, incluindo bactérias, fungos e vestígios vegetais. Ainda assim, essas informações ajudaram a reconstruir o contexto histórico das obras. Entre os achados, destacam-se fragmentos relacionados a laranjeiras-doces cultivadas nos jardins dos Médici e até traços associados ao parasita da malária, doença comum na Itália central durante o Renascimento.

Esses elementos reforçam o potencial da genética como aliada da história da arte, complementando métodos tradicionais baseados em estilo, pigmentos e documentos. No futuro, a inclusão do DNA em análises pode elevar significativamente a precisão na atribuição e autenticação de obras atribuídas a Leonardo da Vinci.

Um futuro onde arte e ciência caminham juntas

O próximo passo do projeto envolve a obtenção de autorização para analisar outros desenhos e cartas históricas ligadas ao artista. Com uma base genética mais ampla, os cientistas esperam avançar na tentativa de reconstruir parcialmente o genoma de Leonardo, o que poderia lançar luz sobre características físicas e até hipóteses levantadas por historiadores, como sua percepção visual excepcional.

Mais do que desvendar dados biológicos, a pesquisa aponta para uma nova fronteira na preservação do patrimônio cultural. O DNA de Leonardo da Vinci, se confirmado, deixaria de ser apenas um vestígio do passado para se tornar uma poderosa ferramenta de compreensão do legado de um gênio que, séculos depois, continua desafiando e encantando o mundo.

 

Com informações de Boa Notícia Brasil

   

  

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