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GERAL |
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Reflexos de elos estratégicos nos resultados organizacionais são expostos em RA da Cacis Estrela |
| Encontro empresarial oportunizou uma abordagem técnica, dada por de Francisco José Diel, diretor da Sicredi Ouro Branco, quanto ao alinhamento de pilares organizacionais fundamentais para desempenhos consistentes |
A Câmara de Comércio, Indústria, Serviços e Agronegócio de Estrela (Cacis) promoveu, nesta sexta-feira (02/10), mais uma edição da sua Reunião-Almoço (RA). Com o tema “Propósito, Liderança e Governança: Resultados Sustentáveis”, o encontro reuniu mais de 150 empresários, lideranças e profissionais diversos para uma abordagem sobre a relação entre direcionamento estratégico, processos de governança e capacidade de execução nas organizações.
Realizado na Società Italiana Fiori Dei Piani, em Estrela, o evento teve como convidado Francisco José Diel, diretor executivo da Sicredi Ouro Branco RS/MG. A programação ofertou uma análise do elo entre propósitos, governanças e lideranças, e de como esta estrutura pode e deve atuar de forma integrada na definição de prioridades, na tomada de decisões e na transformação das estratégias em ações capazes de produzir resultados organizacionais consistentes ao longo do tempo. No encontro, os novos sócios da entidade foram apresentados. O presidente Rodrigo Tomasi e o vice Leandro Kremer ainda realizaram um breve balanço do ano da Cacis, já convidando a todos para participarem dos próximos eventos: “Diversão no Calçadão, dia 10/10”, e o “Inspiração Cacis”, dia 04/11.
Propósito
Após explanação de recepção do presidente da Sicredi Ouro Branco RS/MG, Neori Ernani Abel, que destacou a importância de “valorização de valores” locais, Francisco Diel, com mais de 27 anos de atuação na cooperativa, iniciou sua explanação. “Se pessoas buscam significado, organizações também precisam responder: Por que existimos?” A análise proposta pelo bacharel em Direito, mestre em Cooperativas e Organizações Complexas e Plurais pela PUC/PR e com MBA em Gestão Estratégica de Pessoas e Negócios pela Fundação Getúlio Vargas partiu de um elemento estruturante da atuação organizacional: “propósito”. Segundo Francisco, a clareza e o conhecimento compartilhado sobre esse direcionamento contribuem para estabelecer sentido e orientar a atuação dos diferentes públicos envolvidos com uma organização. “Propósito organizacional é a razão de existir. Quando o significado se torna coletivo, o propósito passa a orientar escolhas, relações e decisões”, diz.
Estratégia
Na sequência, a abordagem avançou para a conexão com os processos decisórios e estratégicos. “Estratégia é a tradução do propósito em escolhas. Uma instituição conectada ao propósito não trata o resultado econômico como fim isolado, mas como condição para sustentar a organização e ampliar seu impacto”, comenta. “A estratégia define o que fazer e o que não fazer; aloca recursos para definir suas prioridades; transforma suas intenções em um documento claro: o mapa estratégico”, ressalta. “Propósito define o valor que queremos gerar. Estratégia define as escolhas necessárias para gerá-lo”, disse, ao provocar o público a questionamentos.
Governança
O executivo ainda tratou de um último pilar do elo: a governança. “Propósito gera significado. Estratégia transforma significado em direção. E governança garante execução coerente”, diz. “Ela cria as condições para que propósito e estratégia permaneçam coerentes ao longo do tempo. Estabelece papéis, critérios e ritos de decisões que equilibram interesses, protegem a sustentabilidade da organização e preservam a confiança”, avalia. Mas faz uma ressalva. “Ela não pode ser reduzida a ‘controle’. Não se trata apenas de decisões, de processos e de compliance, mas da ‘sensibilidade’ da liderança em ler cenários e pessoas. É a partir daí que o principal ativo da governança toma corpo: confiança”, frisa.
Papel das lideranças
Ao fazer uma última análise do elo dos pilares propósito, estratégia e governança, Francisco destacou. “As três dimensões não funcionam de forma isolada: uma sustenta e qualifica a outra. Propósito responde ao porquê; estratégia organiza o caminho; governança garante coerência. Mas quem traduz tudo isso em relações, comportamentos, decisões em resultados são as lideranças”, argumentou, para depois discorrer sobre suas características, desafios e relevância. “As pessoas não seguem apenas cargos. Seguem pessoas em quem reconhecem coerência, confiança e sentido. Mas quais lideranças são capazes de fazer essa conexão?”, indaga, para então responder. “A liderança deve entender que se o mundo muda, a natureza da liderança também muda! Assim, os maiores desafios são adaptativos, e não técnicos. A partir daí, construímos relacionamentos. Depois moldamos a cultura e o sistema organizacional mais amplo”, afirma. “No mundo atual, as lideranças podem não eliminar as incertezas rapidamente, mas oferecem sentido para atravessá-las. A liderança começa pela autenticidade, e esta envolve autoconsciência, coerência, humanidade e desenvolvimento.”
Impacto positivo
Para Francisco, quando propósito, estratégia, governança e liderança se conectam, o impacto aparece em diferentes públicos: clientes, colaboradores, organização e sociedade. “A conexão positiva sustenta resultados que permanecem relevantes ao longo do tempo”, finaliza.
Apoio - A Reunião-Almoço conta, em 2026, com o apoio dos patrocinadores máster: Brasilata; BRDE; Casa Americana Estrela-Lajeado; CDL Porto Alegre; Dale Carnegie; Dinna; Eidt Empreendimentos Imobiliários; Falara – Gestão de Marcas; Gardel Imóveis; Grupo A Hora; Grupo Medical San; Imobiliária Gewehr; Launer Química; Nexsul Conectividade; Rakel Miorando – Corretora Franqueada da Prudential do Brasil; RSData; Sicredi; Tecnosom; Unimed – Vales do Taquari e Rio Pardo; e Univates.
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