GERAL
Reflexos de elos estratégicos nos resultados organizacionais são expostos em RA da Cacis Estrela
   
Encontro empresarial oportunizou uma abordagem técnica, dada por de Francisco José Diel, diretor da Sicredi Ouro Branco, quanto ao alinhamento de pilares organizacionais fundamentais para desempenhos consistentes

Por Rodrigo Angeli
02/10/2026 16h10

A Câmara de Comércio, Indústria, Serviços e Agronegócio de Estrela (Cacis) promoveu, nesta sexta-feira (02/10), mais uma edição da sua Reunião-Almoço (RA). Com o tema “Propósito, Liderança e Governança: Resultados Sustentáveis”, o encontro reuniu mais de 150 empresários, lideranças e profissionais diversos para uma abordagem sobre a relação entre direcionamento estratégico, processos de governança e capacidade de execução nas organizações.

Realizado na Società Italiana Fiori Dei Piani, em Estrela, o evento teve como convidado Francisco José Diel, diretor executivo da Sicredi Ouro Branco RS/MG. A programação ofertou uma análise do elo entre propósitos, governanças e lideranças, e de como esta estrutura pode e deve atuar de forma integrada na definição de prioridades, na tomada de decisões e na transformação das estratégias em ações capazes de produzir resultados organizacionais consistentes ao longo do tempo. No encontro, os novos sócios da entidade foram apresentados. O presidente Rodrigo Tomasi e o vice Leandro Kremer ainda realizaram um breve balanço do ano da Cacis, já convidando a todos para participarem dos próximos eventos: “Diversão no Calçadão, dia 10/10”, e o “Inspiração Cacis”, dia 04/11.

Propósito

Após explanação de recepção do presidente da Sicredi Ouro Branco RS/MG, Neori Ernani Abel, que destacou a importância de “valorização de valores” locais, Francisco Diel, com mais de 27 anos de atuação na cooperativa, iniciou sua explanação. “Se pessoas buscam significado, organizações também precisam responder: Por que existimos?” A análise proposta pelo bacharel em Direito, mestre em Cooperativas e Organizações Complexas e Plurais pela PUC/PR e com MBA em Gestão Estratégica de Pessoas e Negócios pela Fundação Getúlio Vargas partiu de um elemento estruturante da atuação organizacional: “propósito”. Segundo Francisco, a clareza e o conhecimento compartilhado sobre esse direcionamento contribuem para estabelecer sentido e orientar a atuação dos diferentes públicos envolvidos com uma organização. “Propósito organizacional é a razão de existir. Quando o significado se torna coletivo, o propósito passa a orientar escolhas, relações e decisões”, diz. 

Estratégia

Na sequência, a abordagem avançou para a conexão com os processos decisórios e estratégicos. “Estratégia é a tradução do propósito em escolhas. Uma instituição conectada ao propósito não trata o resultado econômico como fim isolado, mas como condição para sustentar a organização e ampliar seu impacto”, comenta. “A estratégia define o que fazer e o que não fazer; aloca recursos para definir suas prioridades; transforma suas intenções em um documento claro: o mapa estratégico”, ressalta. “Propósito define o valor que queremos gerar. Estratégia define as escolhas necessárias para gerá-lo”, disse, ao provocar o público a questionamentos. 

Governança

O executivo ainda tratou de um último pilar do elo: a governança. “Propósito gera significado. Estratégia transforma significado em direção. E governança garante execução coerente”, diz. “Ela cria as condições para que propósito e estratégia permaneçam coerentes ao longo do tempo. Estabelece papéis, critérios e ritos de decisões que equilibram interesses, protegem a sustentabilidade da organização e preservam a confiança”, avalia. Mas faz uma ressalva. “Ela não pode ser reduzida a ‘controle’. Não se trata apenas de decisões, de processos e de compliance, mas da ‘sensibilidade’ da liderança em ler cenários e pessoas. É a partir daí que o principal ativo da governança toma corpo: confiança”, frisa.

Papel das lideranças

Ao fazer uma última análise do elo dos pilares propósito, estratégia e governança, Francisco destacou. “As três dimensões não funcionam de forma isolada: uma sustenta e qualifica a outra. Propósito responde ao porquê; estratégia organiza o caminho; governança garante coerência. Mas quem traduz tudo isso em relações, comportamentos, decisões em resultados são as lideranças”, argumentou, para depois discorrer sobre suas características, desafios e relevância. “As pessoas não seguem apenas cargos. Seguem pessoas em quem reconhecem coerência, confiança e sentido. Mas quais lideranças são capazes de fazer essa conexão?”, indaga, para então responder. “A liderança deve entender que se o mundo muda, a natureza da liderança também muda! Assim, os maiores desafios são adaptativos, e não técnicos. A partir daí, construímos relacionamentos. Depois moldamos a cultura e o sistema organizacional mais amplo”, afirma. “No mundo atual, as lideranças podem não eliminar as incertezas rapidamente, mas oferecem sentido para atravessá-las. A liderança começa pela autenticidade, e esta envolve autoconsciência, coerência, humanidade e desenvolvimento.”

Impacto positivo

Para Francisco, quando propósito, estratégia, governança e liderança se conectam, o impacto aparece em diferentes públicos: clientes, colaboradores, organização e sociedade. “A conexão positiva sustenta resultados que permanecem relevantes ao longo do tempo”, finaliza.  

Apoio - A Reunião-Almoço conta, em 2026, com o apoio dos patrocinadores máster: Brasilata; BRDE; Casa Americana Estrela-Lajeado; CDL Porto Alegre; Dale Carnegie; Dinna; Eidt Empreendimentos Imobiliários; Falara – Gestão de Marcas; Gardel Imóveis; Grupo A Hora; Grupo Medical San; Imobiliária Gewehr; Launer Química; Nexsul Conectividade; Rakel Miorando – Corretora Franqueada da Prudential do Brasil; RSData; Sicredi; Tecnosom; Unimed – Vales do Taquari e Rio Pardo; e Univates.

   

  

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