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COLUNISTA |
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TUDO O QUE NOS EDUCA DÓI |
Tudo o que nos educa dói. Não porque a dor seja o objetivo do aprendizado, mas porque crescer exige romper zonas de conforto, abandonar certezas frágeis e encarar verdades que preferíamos evitar. A educação da vida não acontece apenas nos livros ou nas salas de aula, mas, sobretudo, nos momentos em que somos contrariados, frustrados ou obrigados a recomeçar. Se não dói, muitas vezes não transforma; se não incomoda, raramente aprofunda.
A dor educa quando nos ensina limites. Mostra que não controlamos tudo, que o outro pensa diferente e que o mundo não gira ao nosso redor. Cada decepção, cada perda, cada “não” recebido é uma aula silenciosa sobre humildade e empatia. Os erros também educam e doem. Errar fere o orgulho, mas revela fragilidades que, quando reconhecidas, se transformam em maturidade e sabedoria.
As crises são grandes mestres. Um problema de saúde, uma dificuldade financeira ou um conflito pessoal arrancam máscaras e reorganizam prioridades. O que parecia essencial perde valor; o que era ignorado se torna indispensável. A dor da mudança também educa, pois mudar hábitos e atitudes exige disciplina e renúncia. É mais fácil permanecer igual, mesmo infeliz, do que atravessar o desconforto da transformação.
Isso não significa glorificar o sofrimento, mas compreender seu papel pedagógico. A dor não vem para destruir, mas para lapidar. Ignorada, endurece; acolhida com consciência, humaniza. No fim, tudo o que nos educa dói porque nos empurra para um nível mais alto de entendimento. A dor passa, o aprendizado fica e é ele que nos torna mais humanos, mais sábios e mais inteiros. No fim, a dor passa, mas o aprendizado permanece, moldando quem somos e quem ainda podemos nos tornar.
O ser humano costuma mudar mais pela dor do que pelo amor, o que não significa que devamos ser tiranos; ao contrário, é pelo entendimento, pelo compromisso e pela responsabilidade com os resultados que construímos transformações verdadeiras e duradouras.
Até a próxima.
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